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Dra. Thalyta Meirelles – Psiquiatria em Cuiabá – MT

Ansiedade e Síndrome do Pânico: sintomas, causas e tratamento

A ansiedade é uma das condições de saúde mental mais comuns da atualidade. Embora seja uma reação natural do organismo diante de situações de perigo, preocupação ou incerteza, ela pode se tornar excessiva e causar sofrimento significativo, prejudicando o trabalho, os relacionamentos, o sono e a qualidade de vida.

Quando os sintomas são persistentes e desproporcionais à situação vivida, podemos estar diante de um transtorno de ansiedade. Entre os quadros mais frequentes estão o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), a ansiedade social, as fobias específicas e a Síndrome do Pânico.

A Síndrome do Pânico é caracterizada por crises súbitas de medo intenso, conhecidas como ataques de pânico, que podem causar sintomas físicos como falta de ar, palpitações, tontura, tremores, sensação de desmaio, suor excessivo e medo de perder o controle ou morrer. Muitas pessoas procuram inicialmente atendimento cardiológico ou de emergência por acreditarem estar sofrendo um problema físico grave.

Nesta página você encontrará informações sobre os principais sintomas da ansiedade e da Síndrome do Pânico, suas causas, fatores de risco, formas de diagnóstico e os tratamentos mais eficazes disponíveis atualmente.

Quem é o médico de ansiedade?

Psiquiatra especialista em ansiedade em Cuiabá

A Dra. Thalyta Szezypior Meirelles é médica formada pela Universidade de Cuiabá (UNIC) e especialista em Psiquiatria pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Com mais de 9 anos de experiência em saúde mental nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, dedica sua carreira ao diagnóstico e tratamento dos transtornos de ansiedade, síndrome do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), depressão e transtornos do humor.

Atendimento humanizado e individualizado

Sua atuação é pautada na escuta atenta, no acolhimento humanizado e na construção de planos terapêuticos individualizados, respeitando as necessidades, os valores e a história de vida de cada paciente.

O objetivo do tratamento é compreender a pessoa de forma integral, oferecendo estratégias terapêuticas baseadas em evidências científicas e adaptadas à realidade de cada indivíduo.

Atendimento presencial e online

A Dra. Thalyta realiza atendimentos presenciais em Cuiabá (MT) e teleconsultas para pacientes de todo o Brasil e brasileiros residentes no exterior.

Essa modalidade permite que pacientes tenham acesso a acompanhamento psiquiátrico especializado, independentemente da cidade ou país onde estejam vivendo.

Experiência clínica e atuação acadêmica

Além da atuação em consultório particular, exerce a função de psiquiatra no CIAPS Adauto Botelho, um dos principais serviços de saúde mental do Estado de Mato Grosso.

Também participa da formação de novos profissionais da área, atuando como:

  • Preceptora voluntária da Residência Médica em Psiquiatria da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso;
  • Preceptora do estágio de Saúde Mental da Universidade de Cuiabá (UNIC).

Tratamento especializado para ansiedade e síndrome do pânico

Sua prática clínica alia conhecimento científico atualizado, experiência assistencial e uma abordagem humana, com foco especial no tratamento dos transtornos de ansiedade e dos impactos que esses sintomas podem causar na vida pessoal, familiar, social e profissional.

O objetivo é ajudar cada paciente a recuperar sua qualidade de vida, desenvolver maior equilíbrio emocional e construir estratégias duradouras para lidar com a ansiedade de forma saudável.

Quais são os sintomas da ansiedade?

Os sintomas da ansiedade podem variar de uma pessoa para outra. Enquanto algumas pessoas percebem principalmente sintomas emocionais, outras sofrem mais com manifestações físicas. Em muitos casos, os sinais surgem de forma gradual e acabam sendo confundidos com estresse, excesso de trabalho ou cansaço, o que pode atrasar a busca por ajuda especializada.

Sintomas emocionais da ansiedade

Entre os sintomas emocionais mais frequentes estão:

  • Preocupação excessiva e difícil de controlar
  • Sensação constante de que algo ruim está prestes a acontecer
  • Dificuldade para relaxar
  • Irritabilidade
  • Insegurança
  • Sensação de estar sempre em alerta
  • Dificuldade de concentração
  • Pensamentos repetitivos e acelerados

Muitas pessoas relatam que a mente parece não desligar, permanecendo ocupada com preocupações mesmo durante momentos de descanso ou lazer.

Sintomas físicos da ansiedade

A ansiedade também pode provocar diversos sintomas físicos, incluindo:

  • Palpitações ou aceleração dos batimentos cardíacos
  • Falta de ar
  • Aperto ou desconforto no peito
  • Tremores
  • Suor excessivo
  • Tensão muscular
  • Tontura ou sensação de cabeça leve
  • Formigamentos
  • Náuseas
  • Dor abdominal
  • Alterações intestinais
  • Insônia ou sono não reparador

Por causa desses sintomas, muitas pessoas acreditam estar sofrendo de um problema cardíaco, neurológico ou outra doença física importante.

Ansiedade pode parecer uma doença física?

Sim. Não é raro que pacientes procurem inicialmente cardiologistas, neurologistas ou clínicos gerais devido aos sintomas físicos da ansiedade. Após a realização de exames e avaliações médicas, muitas vezes descobrem que os sintomas estão relacionados a um transtorno de ansiedade.

Quando procurar ajuda?

É importante procurar avaliação com um psiquiatra quando os sintomas:

  • Persistem por semanas ou meses
  • Estão se tornando cada vez mais frequentes
  • Prejudicam o trabalho ou os estudos
  • Afetam relacionamentos familiares ou sociais
  • Interferem na qualidade do sono
  • Causam sofrimento significativo ou perda da qualidade de vida

O diagnóstico correto é fundamental para identificar a causa dos sintomas e definir o tratamento mais adequado para cada pessoa.

O que é a Síndrome do Pânico?

A Síndrome do Pânico é um transtorno de ansiedade caracterizado por crises súbitas e intensas de medo, conhecidas como ataques de pânico. Essas crises podem surgir inesperadamente, muitas vezes sem uma ameaça real ou motivo aparente, causando grande sofrimento emocional e físico.

Para quem nunca vivenciou um ataque de pânico, a sensação costuma ser extremamente assustadora e frequentemente é interpretada como uma emergência médica grave.

Principais sintomas de uma crise de pânico

Durante uma crise, é comum ocorrer:

  • Palpitações ou aceleração dos batimentos cardíacos
  • Falta de ar ou sensação de sufocamento
  • Tremores
  • Suor excessivo
  • Tontura ou sensação de desmaio
  • Formigamentos pelo corpo
  • Dor ou aperto no peito
  • Sensação de perda de controle
  • Medo intenso de morrer
  • Sensação de estar enlouquecendo

Os sintomas costumam atingir seu pico em poucos minutos, mas a sensação de medo pode permanecer por mais tempo.

Crise de pânico pode parecer um infarto?

Sim. Muitas pessoas acreditam estar sofrendo um infarto, um AVC ou outro problema grave de saúde durante as primeiras crises.

Por esse motivo, é comum procurar atendimento em pronto-socorros, cardiologistas ou neurologistas antes de receber o diagnóstico correto. Em muitos casos, diversos exames são realizados e não identificam alterações físicas capazes de explicar os sintomas.

O que é o “medo do medo”?

Após vivenciar uma ou mais crises, muitas pessoas passam a desenvolver um medo constante de que um novo episódio aconteça.

Esse fenômeno é conhecido como “medo do medo” e pode levar a:

  • Vigilância excessiva dos sinais do próprio corpo
  • Medo de frequentar determinados lugares
  • Evitação de viagens ou deslocamentos
  • Restrição de atividades sociais
  • Redução da qualidade de vida

Com o tempo, a preocupação com uma nova crise pode se tornar tão limitante quanto as próprias crises.

O que é agorafobia?

Em alguns casos, a Síndrome do Pânico pode estar associada à agorafobia.

A agorafobia é caracterizada pelo medo de permanecer em locais ou situações onde seria difícil receber ajuda ou sair rapidamente caso uma crise acontecesse.

Alguns exemplos incluem:

  • Shoppings
  • Supermercados
  • Filas
  • Transporte público
  • Aviões
  • Locais muito cheios
  • Estradas ou viagens longas

Em situações mais graves, a pessoa pode apresentar dificuldade até mesmo para sair de casa desacompanhada.

Síndrome do Pânico tem tratamento?

Sim. A Síndrome do Pânico possui tratamento eficaz e baseado em evidências científicas.

As principais abordagens incluem:

  • Psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)
  • Tratamento medicamentoso quando indicado
  • Orientações sobre estilo de vida e manejo do estresse
  • Educação sobre o funcionamento da ansiedade e das crises

Com o tratamento adequado, a maioria dos pacientes apresenta importante redução dos sintomas e consegue retomar suas atividades com mais segurança, autonomia e qualidade de vida.

Como saber se tenho ansiedade?

Sentir ansiedade em determinadas situações faz parte da vida. Antes de uma entrevista de emprego, uma prova, uma apresentação importante ou diante de mudanças significativas, é natural sentir preocupação, nervosismo ou medo.

O problema surge quando a ansiedade se torna excessiva, persistente e começa a interferir na qualidade de vida.

Quais são os sinais de que a ansiedade pode estar além do normal?

Alguns sinais de alerta incluem:

  • Preocupação excessiva na maior parte dos dias
  • Dificuldade para controlar pensamentos negativos
  • Sensação constante de que algo ruim vai acontecer
  • Necessidade de estar sempre alerta
  • Irritabilidade frequente
  • Dificuldade para relaxar
  • Problemas de concentração
  • Sensação de inquietação ou agitação interna

Muitas pessoas reconhecem racionalmente que suas preocupações estão exageradas, mas sentem dificuldade para interromper esse ciclo de pensamentos.

Sintomas físicos que podem estar relacionados à ansiedade

Além dos sintomas emocionais, a ansiedade pode provocar manifestações físicas recorrentes, como:

  • Tensão muscular
  • Insônia ou sono não reparador
  • Cansaço constante
  • Dores de cabeça frequentes
  • Palpitações
  • Falta de ar
  • Desconforto gastrointestinal
  • Náuseas
  • Tonturas
  • Sensação de inquietação

Em alguns casos, esses sintomas levam o paciente a procurar diversos especialistas antes de descobrir que a ansiedade pode estar na origem do problema.

Quando a ansiedade deixa de ser saudável?

A ansiedade merece atenção quando passa a causar prejuízos significativos na rotina.

Isso pode acontecer quando ela:

  • Prejudica o desempenho profissional ou acadêmico
  • Afeta relacionamentos familiares ou sociais
  • Dificulta atividades simples do dia a dia
  • Provoca sofrimento emocional frequente
  • Interfere na qualidade do sono
  • Leva a comportamentos de evitação ou isolamento

Quanto maior o impacto na vida da pessoa, maior a importância de buscar ajuda especializada.

Como é feito o diagnóstico da ansiedade?

O diagnóstico dos transtornos de ansiedade é realizado por meio de uma avaliação clínica detalhada com um psiquiatra.

Durante a consulta, são analisados:

  • Os sintomas apresentados
  • A frequência e intensidade dos sintomas
  • O tempo de duração do quadro
  • Possíveis fatores desencadeantes
  • Histórico pessoal e familiar
  • Condições médicas que possam estar contribuindo para os sintomas

Não existe um exame de sangue ou exame de imagem capaz de diagnosticar ansiedade. O diagnóstico é clínico e depende de uma avaliação cuidadosa realizada por um profissional qualificado.

Quando procurar um psiquiatra?

Se você percebe que a ansiedade está causando sofrimento, limitando sua rotina ou prejudicando sua qualidade de vida, é recomendável procurar avaliação especializada.

Receber um diagnóstico adequado é o primeiro passo para iniciar um tratamento eficaz e recuperar o bem-estar emocional.

Ansiedade pode causar sintomas físicos?

Sim. A ansiedade não afeta apenas os pensamentos e as emoções. Ela também provoca diversas alterações no funcionamento do organismo, podendo gerar sintomas físicos intensos e, muitas vezes, assustadores.

Por esse motivo, é comum que pessoas com ansiedade procurem inicialmente cardiologistas, neurologistas, gastroenterologistas ou clínicos gerais antes de descobrirem que a causa dos sintomas pode estar relacionada à saúde mental.

Por que a ansiedade causa sintomas físicos?

Quando o cérebro interpreta uma situação como ameaçadora, ele ativa um mecanismo biológico de defesa conhecido como resposta de luta ou fuga.

Nesse momento ocorre a liberação de hormônios como adrenalina e cortisol, que preparam o organismo para reagir rapidamente diante de um possível perigo.

Essa reação é natural e importante para a sobrevivência. O problema acontece quando esse sistema permanece ativado de forma excessiva ou frequente.

Sintomas cardíacos da ansiedade

Muitas pessoas procuram atendimento médico acreditando estar sofrendo um problema cardíaco.

Os sintomas mais comuns incluem:

  • Palpitações
  • Aceleração dos batimentos cardíacos
  • Sensação de coração disparado
  • Aperto ou desconforto no peito
  • Sensação de pressão no tórax

Sintomas respiratórios da ansiedade

A ansiedade também pode afetar a respiração, causando:

  • Falta de ar
  • Sensação de sufocamento
  • Dificuldade para respirar profundamente
  • Sensação de “fôlego curto”
  • Necessidade frequente de suspirar

Sintomas neurológicos da ansiedade

Algumas manifestações podem ser confundidas com doenças neurológicas:

  • Tonturas
  • Sensação de cabeça leve
  • Formigamentos
  • Tremores
  • Sensação de instabilidade
  • Sensação de desmaio iminente

Sintomas gastrointestinais da ansiedade

O sistema digestivo é uma das regiões mais afetadas pela ansiedade.

Os sintomas podem incluir:

  • Náuseas
  • Dor abdominal
  • Sensação de “frio na barriga”
  • Diarreia
  • Desconforto gastrointestinal
  • Alterações do apetite

Ansiedade pode causar dores musculares?

Sim. A tensão muscular crônica é uma das manifestações físicas mais frequentes dos transtornos de ansiedade.

Ela pode provocar:

  • Dor no pescoço
  • Dor nos ombros
  • Dor nas costas
  • Sensação de músculos constantemente tensionados
  • Cefaleias tensionais

Como diferenciar ansiedade de uma doença física?

Nem todo sintoma físico é causado pela ansiedade. Por isso, uma avaliação médica adequada é fundamental.

Em muitos casos, os pacientes realizam exames cardiológicos, neurológicos ou laboratoriais que não identificam alterações capazes de explicar os sintomas. Nessa situação, a ansiedade passa a ser uma hipótese importante a ser investigada.

Quando procurar ajuda?

Se os sintomas físicos são frequentes, causam sofrimento ou estão prejudicando sua qualidade de vida, é importante buscar avaliação especializada.

Reconhecer a relação entre mente e corpo é um passo fundamental para compreender o problema e iniciar o tratamento adequado.

Ansiedade tem cura?

Essa é uma das dúvidas mais frequentes entre pessoas que sofrem com ansiedade.

A resposta é que a ansiedade, por si só, é uma emoção natural e necessária para a sobrevivência humana. Todos nós sentimos ansiedade em determinados momentos da vida, como antes de uma prova, uma entrevista de emprego ou diante de situações importantes.

Por isso, o objetivo do tratamento não é eliminar completamente a ansiedade, mas reduzir seus excessos e fazer com que ela deixe de causar sofrimento e prejuízos à qualidade de vida.

É possível ficar livre dos sintomas?

Sim. Muitas pessoas apresentam remissão completa dos sintomas após o tratamento adequado e conseguem voltar a viver normalmente.

Após a melhora, é comum que o paciente:

  • Volte a dormir melhor
  • Consiga controlar as preocupações excessivas
  • Retome atividades sociais e profissionais
  • Reduza ou elimine as crises de ansiedade
  • Recupere sua qualidade de vida

Por que algumas pessoas continuam mais vulneráveis à ansiedade?

Assim como ocorre com outras condições de saúde, algumas pessoas possuem uma predisposição biológica maior para desenvolver transtornos de ansiedade.

Nesses casos, mesmo após a melhora dos sintomas, pode existir uma vulnerabilidade que exige cuidados contínuos para prevenir recaídas.

Isso não significa que a pessoa estará sempre sofrendo com ansiedade, mas sim que precisará manter hábitos saudáveis e, em alguns casos, acompanhamento profissional.

O que aumenta as chances de melhora?

O prognóstico dos transtornos de ansiedade costuma ser bastante favorável quando o diagnóstico é realizado precocemente e o tratamento é seguido corretamente.

Entre as estratégias que contribuem para a recuperação estão:

  • Psicoterapia
  • Tratamento medicamentoso quando indicado
  • Atividade física regular
  • Sono de qualidade
  • Redução do consumo de cafeína e outros estimulantes
  • Técnicas de manejo do estresse
  • Práticas de relaxamento e mindfulness

Ansiedade tem tratamento?

Sim. Atualmente existem tratamentos eficazes e baseados em evidências científicas para os transtornos de ansiedade.

A combinação entre acompanhamento psiquiátrico, psicoterapia e mudanças no estilo de vida permite que a maioria dos pacientes apresente melhora significativa dos sintomas e retome suas atividades com mais tranquilidade e segurança.

Quando procurar ajuda?

Se a ansiedade está causando sofrimento emocional, sintomas físicos frequentes ou prejuízos na vida pessoal, familiar ou profissional, é importante buscar avaliação especializada.

Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, maiores costumam ser as chances de recuperação e de melhora da qualidade de vida.

Estatísticas: o quanto isso é comum?

A ansiedade e o pânico não são raros. Pelo contrário, estão entre os transtornos de saúde mental mais frequentes.

  • A OMS estima que cerca de 301 milhões de pessoas no mundo viviam com transtornos de ansiedade em 2019.
  • No Brasil, cerca de 9,3% da população apresenta algum transtorno de ansiedade, uma das taxas mais altas do mundo.
  • O transtorno do pânico afeta de 2% a 3% da população mundial em algum momento da vida.
  • As crises costumam surgir entre os 20 e 30 anos, mas podem aparecer em qualquer idade.
  • Mulheres têm o dobro de risco em comparação aos homens.

Esses números reforçam que ansiedade e pânico não são “frescura” ou “fraqueza”, mas condições de saúde mental que precisam de atenção e tratamento.

Tipos de transtornos de ansiedade

Além do pânico, existem outros quadros dentro do grupo dos transtornos de ansiedade:

  • Transtorno de ansiedade generalizada (TAG): preocupação excessiva e constante com diversos assuntos do dia a dia.
  • Fobias específicas: medo intenso de objetos ou situações específicas (como altura, aranhas, voar).
  • Fobia social (ansiedade social): medo exagerado de situações sociais, como falar em público ou ser julgado.
  • Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC): pensamentos repetitivos (obsessões) e comportamentos compulsivos.
  • Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT): sintomas de ansiedade após experiências traumáticas.

Qual o melhor tratamento para ansiedade?

O tratamento da ansiedade deve ser individualizado, pois cada pessoa apresenta sintomas, intensidade e necessidades diferentes. O que funciona para um paciente pode não ser a melhor opção para outro.

Por isso, a escolha do tratamento ideal depende de uma avaliação cuidadosa realizada por um psiquiatra, considerando o diagnóstico, a gravidade dos sintomas, o histórico clínico e a presença de outras condições de saúde.

Psicoterapia para ansiedade

A psicoterapia é uma das principais formas de tratamento dos transtornos de ansiedade.

Entre as abordagens mais estudadas está a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que ajuda o paciente a:

  • Identificar pensamentos que aumentam a ansiedade
  • Desenvolver estratégias para lidar com preocupações excessivas
  • Modificar padrões de comportamento que mantêm os sintomas
  • Aprender técnicas de enfrentamento e regulação emocional

Em muitos casos, a psicoterapia pode proporcionar benefícios duradouros mesmo após o término do tratamento.

Medicamentos para ansiedade

Dependendo da intensidade dos sintomas, o psiquiatra pode indicar o uso de medicamentos.

Os antidepressivos modernos são considerados uma das principais opções para o tratamento dos transtornos de ansiedade e possuem eficácia comprovada por estudos científicos.

O tratamento medicamentoso pode ajudar a reduzir sintomas como:

  • Preocupação excessiva
  • Crises de ansiedade
  • Ataques de pânico
  • Insônia relacionada à ansiedade
  • Sintomas físicos associados à ansiedade

A escolha da medicação deve sempre ser individualizada e realizada sob acompanhamento médico.

Mudanças no estilo de vida

Os hábitos diários também desempenham um papel importante no controle da ansiedade.

Algumas medidas que podem contribuir para a melhora incluem:

  • Praticar atividade física regularmente
  • Manter uma rotina de sono adequada
  • Adotar uma alimentação equilibrada
  • Reduzir o consumo de cafeína e outros estimulantes
  • Evitar o uso excessivo de álcool
  • Desenvolver estratégias saudáveis de manejo do estresse

Embora não substituam o tratamento médico quando necessário, essas medidas podem potencializar os resultados terapêuticos.

Qual tratamento costuma trazer os melhores resultados?

De forma geral, os melhores resultados costumam ser observados quando diferentes estratégias são combinadas.

Dependendo de cada caso, o tratamento pode incluir:

  • Psicoterapia
  • Acompanhamento psiquiátrico
  • Medicamentos quando indicados
  • Mudanças no estilo de vida
  • Técnicas de relaxamento e manejo da ansiedade

O objetivo não é apenas reduzir os sintomas, mas também ajudar o paciente a recuperar sua qualidade de vida, melhorar seu funcionamento diário e desenvolver recursos para lidar melhor com situações futuras.

Quais sinais indicam que é hora de procurar ajuda?

É recomendável procurar avaliação com um psiquiatra quando a ansiedade:

  • Está presente na maior parte dos dias
  • Se tornou difícil de controlar
  • Provoca sofrimento emocional significativo
  • Interfere nas atividades do dia a dia
  • Está prejudicando a qualidade de vida

A ansiedade não precisa chegar a um nível extremo para merecer atenção. Muitas vezes, pequenas limitações que se acumulam ao longo do tempo já são suficientes para justificar uma avaliação especializada.

Quando a ansiedade começa a prejudicar a rotina?

Um dos principais sinais de alerta é o prejuízo funcional.

Procure ajuda se a ansiedade estiver afetando:

  • Seu desempenho profissional
  • Seus estudos
  • Seus relacionamentos familiares
  • Sua vida social
  • Sua produtividade diária
  • Sua capacidade de tomar decisões

Quando a preocupação excessiva começa a limitar a vida da pessoa, é importante investigar a possibilidade de um transtorno de ansiedade.

Sintomas físicos também merecem atenção

Muitas pessoas procuram atendimento médico por sintomas físicos sem imaginar que a ansiedade pode estar relacionada ao problema.

Alguns exemplos incluem:

  • Palpitações
  • Falta de ar
  • Dor ou aperto no peito
  • Tonturas
  • Tremores
  • Tensão muscular
  • Náuseas
  • Insônia
  • Cansaço constante

Se esses sintomas são frequentes e os exames médicos não identificam uma causa física que os explique, a ansiedade deve ser considerada como uma possível causa.

Crises de pânico são um sinal de alerta

É importante procurar ajuda especializada quando surgem:

  • Crises de ansiedade intensas
  • Ataques de pânico
  • Medo constante de ter uma nova crise
  • Evitação de lugares ou situações por medo dos sintomas

O tratamento precoce pode reduzir significativamente o impacto dessas crises e evitar que elas se tornem cada vez mais limitantes.

Quando o sono começa a ser afetado

A ansiedade frequentemente interfere no sono.

Alguns sinais importantes incluem:

  • Dificuldade para adormecer
  • Despertares frequentes durante a noite
  • Sono leve e não reparador
  • Acordar já se sentindo cansado
  • Pensamentos acelerados ao deitar

Problemas persistentes de sono podem aumentar ainda mais os sintomas de ansiedade e merecem avaliação adequada.

O que esperar da consulta com o psiquiatra?

O psiquiatra é o médico especializado no diagnóstico e tratamento dos transtornos de ansiedade.

Durante a consulta, serão avaliados:

  • Os sintomas apresentados
  • A intensidade e duração do quadro
  • Possíveis fatores desencadeantes
  • Histórico pessoal e familiar
  • Presença de outras condições médicas ou psiquiátricas

A partir dessa avaliação, é possível elaborar um plano terapêutico individualizado, que pode incluir psicoterapia, tratamento medicamentoso e orientações sobre hábitos de vida.

Procurar ajuda é um sinal de cuidado consigo mesmo

Muitas pessoas adiam o tratamento por acreditarem que precisam resolver tudo sozinhas. Porém, buscar ajuda especializada não é sinal de fraqueza.

Reconhecer que algo não está bem e procurar tratamento é um passo importante para recuperar o equilíbrio emocional, reduzir o sofrimento e melhorar a qualidade de vida.

Como diferenciar ansiedade normal de transtorno?

Um sinal de alerta é quando a ansiedade:

  • É frequente e não desaparece em situações comuns.
  • É desproporcional ao que está acontecendo.
  • Gera prejuízo real no trabalho, nos estudos ou nos relacionamentos.
  • Causa sofrimento intenso e sensação de perda de controle.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico deve ser realizado por médico psiquiatra

Não existe exame de sangue ou imagem que identifique o transtorno. O processo inclui:

  • Entrevista clínica detalhada.
  • Histórico familiar e pessoal.
  • Exclusão de doenças físicas, como problemas cardíacos ou da tireoide.

Como é a primeira consulta com o psiquiatra?

Muitas pessoas têm receio de procurar ajuda porque não sabem o que esperar.

Na primeira consulta, o psiquiatra:

  1. Escuta a história do paciente com atenção.
  2. Faz perguntas sobre sintomas, rotina, trabalho, relacionamentos e histórico familiar.
  3. Pode solicitar exames para descartar outras causas físicas.
  4. Propõe um plano de tratamento individualizado, que pode incluir medicação, psicoterapia e orientações de estilo de vida.

Medicação

Principais classes de medicamentos usados

1. Antidepressivos

Apesar do nome, os antidepressivos também são amplamente utilizados no tratamento da ansiedade e do pânico.
Eles ajudam a equilibrar substâncias químicas do cérebro, como a serotonina e a noradrenalina, que estão envolvidas na regulação do humor e da ansiedade.

As principais classes incluem:

  • ISRS (Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina): como sertralina, escitalopram, fluoxetina e paroxetina.
  • IRSN (Inibidores da Recaptação de Serotonina e Noradrenalina): como venlafaxina e duloxetina.

Esses medicamentos costumam ser bem tolerados, mas podem demorar algumas semanas para fazer efeito. Por isso, é importante manter o uso conforme orientação médica e não interromper o tratamento por conta própria.

2. Ansiolíticos (benzodiazepínicos)

Os ansiolíticos, como diazepam, clonazepam e alprazolam, agem rapidamente, promovendo relaxamento e alívio imediato da ansiedade ou da crise de pânico.
Porém, devem ser usados com cautela e por tempo limitado, pois podem causar dependência se utilizados de forma contínua e sem acompanhamento médico.

O psiquiatra pode prescrevê-los temporariamente, principalmente no início do tratamento, até que os antidepressivos comecem a fazer efeito.

3. Estabilizadores do humor e outros medicamentos

Em alguns casos, podem ser utilizados medicamentos como pregabalina, buspirona ou estabilizadores de humor (como o lítio e o valproato) — especialmente quando há sintomas associados, como irritabilidade, insônia ou oscilações emocionais intensas.

A escolha do remédio depende sempre da avaliação individual do paciente, levando em conta o tipo de transtorno, histórico familiar, uso de outras medicações e possíveis efeitos colaterais.

3. Mudanças no estilo de vida

  • Praticar atividade física regularmente.
  • Manter sono de qualidade.
  • Reduzir álcool e evitar drogas.
  • Praticar meditação e mindfulness.
  • Alimentação equilibrada.

O que fazer durante uma crise de pânico?

Algumas estratégias simples podem ajudar:

  • Respirar fundo: inspirar pelo nariz contando até 4, segurar por 2 segundos e soltar lentamente pela boca contando até 6.
  • Lembrar que passa: a crise dura pouco tempo, mesmo que pareça interminável.
  • Focar no presente: observar 5 objetos, 4 sons, 3 cheiros. Isso ajuda a retomar o contato com a realidade.
  • Buscar apoio: conversar com alguém de confiança.

Como a família pode ajudar?

O apoio da família e da rede social é fundamental.

  • Ouvir sem julgamentos.
  • Evitar frases como “isso é frescura”.
  • Acompanhar em consultas quando necessário.
  • Oferecer segurança durante crises.

Quando procurar ajuda profissional?

É importante buscar atendimento quando:

  • As crises são frequentes e intensas.
  • Há prejuízos significativos no trabalho, nos estudos ou nos relacionamentos.
  • O medo de ter uma crise impede a pessoa de sair de casa.
  • Os sintomas estão associados à depressão ou abuso de substâncias.
  • Há pensamentos de morte ou desesperança.

Convivendo com a ansiedade e o pânico

Com tratamento adequado, muitas pessoas conseguem retomar sua rotina, melhorar a qualidade de vida e viver com bem-estar.

O mais importante é entender que procurar ajuda é um ato de coragem — e não de fraqueza.

Tratamento da ansiedade em Cuiabá

O tratamento da ansiedade deve considerar não apenas os sintomas apresentados, mas também a história de vida, o contexto familiar, profissional e emocional de cada paciente.

A Dra. Thalyta Szezypior Meirelles é psiquiatra em Cuiabá (MT) e atua no diagnóstico e tratamento dos transtornos de ansiedade, síndrome do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), depressão e transtornos do humor.

Os atendimentos são realizados de forma presencial em Cuiabá e também por teleconsulta para pacientes de todo o Brasil e brasileiros residentes no exterior.

O objetivo do tratamento é promover melhora dos sintomas, recuperação da qualidade de vida e desenvolvimento de estratégias que permitam ao paciente retomar suas atividades com mais tranquilidade, autonomia e bem-estar.

Conclusão

O transtorno de ansiedade e o pânico são condições de saúde mental comuns, mas que podem gerar muito sofrimento se não forem tratados.

Reconhecer os sintomas, buscar informação de qualidade e procurar atendimento profissional são passos fundamentais para recuperar o equilíbrio emocional.

Quanto mais falamos sobre saúde mental, menos espaço damos ao preconceito e mais pessoas podem receber o cuidado que merecem.

Resumo em números

  • 301 milhões de pessoas no mundo vivem com ansiedade.
  • 9,3% dos brasileiros têm algum transtorno de ansiedade.
  • 2% a 3% da população terá crise de pânico ao longo da vida.

Mulheres têm duas vezes mais risco do que homens.

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