
O que faz um psiquiatra e por que procurar ajuda?
Cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde do corpo. Apesar disso, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre qual é o papel do psiquiatra, quais doenças ele trata e até alimentam preconceitos sobre procurar esse tipo de atendimento.
Neste texto, vamos esclarecer de forma simples o que é a psiquiatria, quando procurar esse profissional e por que buscar ajuda é um ato de coragem e cuidado — e não motivo de vergonha.
O que é psiquiatria?
A psiquiatria é a especialidade da medicina dedicada à prevenção, diagnóstico e tratamento dos transtornos mentais, emocionais e comportamentais.
Assim como o cardiologista cuida do coração e o ortopedista cuida dos ossos e articulações, o psiquiatra é o médico especializado na saúde mental, utilizando conhecimento científico, escuta qualificada e, quando necessário, tratamento medicamentoso para promover bem-estar e qualidade de vida.
É importante destacar que a psiquiatria não se limita ao tratamento de doenças graves. Muitas pessoas procuram acompanhamento psiquiátrico devido a sintomas que afetam significativamente sua rotina, como ansiedade, crises de pânico, insônia, depressão, dificuldades de concentração, alterações de humor, estresse intenso ou sofrimento emocional relacionado a acontecimentos da vida.
Buscar ajuda psiquiátrica não é sinal de fraqueza. Pelo contrário, é uma forma de cuidado com a própria saúde e de prevenção do agravamento dos sintomas.
Dra. Thalyta Szezypior Meirelles – Psiquiatra em Cuiabá
A Dra. Thalyta Szezypior Meirelles é médica formada pela Universidade de Cuiabá (UNIC) e especialista em Psiquiatria pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
Com mais de 9 anos de experiência em saúde mental nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, dedica sua carreira ao diagnóstico e tratamento de transtornos de ansiedade, síndrome do pânico, depressão, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), transtornos do humor e outras condições psiquiátricas.
Sua atuação é pautada na escuta atenta, no acolhimento humanizado e na construção de planos terapêuticos individualizados, respeitando a história, os objetivos e as necessidades de cada paciente.
Além da atuação em consultório particular, exerce a função de psiquiatra no CIAPS Adauto Botelho, um dos principais serviços de saúde mental do Estado de Mato Grosso. Também participa ativamente da formação de novos profissionais da área, atuando como preceptora voluntária da Residência Médica em Psiquiatria da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso e preceptora do estágio de Saúde Mental da Universidade de Cuiabá.
Realiza atendimentos presenciais em Cuiabá (MT) e também teleconsultas para pacientes de todo o Brasil e brasileiros residentes no exterior, oferecendo acompanhamento psiquiátrico com segurança, conforto e praticidade.
Seu objetivo é oferecer um atendimento ético, humano e baseado em evidências científicas atualizadas, ajudando cada paciente a recuperar sua qualidade de vida, fortalecer sua saúde emocional e construir estratégias duradouras para viver com mais equilíbrio e bem-estar.



Qual é o trabalho do psiquiatra?
O psiquiatra atua de forma ampla no cuidado à saúde mental, e seu trabalho vai muito além de prescrever remédios. Ele pode:
- Realizar diagnósticos precisos: identificar se os sintomas são de um transtorno mental, de uma condição física que afeta o humor ou até de situações passageiras.
- Indicar tratamentos personalizados: que podem incluir medicamentos, psicoterapia, mudanças de estilo de vida e apoio familiar.
- Acompanhar o paciente ao longo do tempo, ajustando o tratamento conforme a evolução.
- Trabalhar em conjunto com outros profissionais, como psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e médicos de outras áreas.
- Promover prevenção, ajudando a identificar sinais de risco e a evitar crises mais graves.
O psiquiatra é um médico que olha para a mente e para o corpo ao mesmo tempo, entendendo como os dois estão conectados.
Quais doenças o psiquiatra trata?
O psiquiatra trata uma ampla variedade de condições que afetam pensamentos, emoções e comportamento. Entre as mais comuns estão:
Transtornos de humor
- Depressão: tristeza profunda, perda de interesse, alterações no sono e apetite, cansaço e pensamentos negativos.
- Transtorno bipolar: oscilações entre episódios de euforia (mania) e de depressão.
Transtornos de ansiedade
- Transtorno de ansiedade generalizada (TAG): preocupação excessiva e difícil de controlar.
- Síndrome do pânico: crises súbitas de medo intenso, com palpitações e falta de ar.
- Fobias: medo intenso diante de situações específicas.
- Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC): pensamentos repetitivos acompanhados de compulsões.
Transtornos psicóticos
- Esquizofrenia e outros quadros com delírios, alucinações e alterações na percepção da realidade.
Transtornos do desenvolvimento e comportamento
- TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade).
- Transtorno do espectro autista (TEA).
Transtornos relacionados ao uso de substâncias
Outros transtornos
- Transtornos alimentares, como anorexia e bulimia.
- Transtornos do sono.
- Demências, como a doença de Alzheimer.
Quando procurar um psiquiatra?
Muitas pessoas acreditam que só devem procurar ajuda em casos extremos, mas isso não é verdade. O atendimento pode (e deve) ser buscado sempre que os sintomas emocionais ou comportamentais atrapalham a qualidade de vida.
Alguns sinais de alerta:
- Tristeza ou ansiedade persistente.
- Perda de interesse em atividades antes prazerosas.
- Alterações importantes no sono e no apetite.
- Crises de pânico ou medos intensos.
- Pensamentos de morte ou desesperança.
- Uso abusivo de álcool ou drogas.
- Dificuldades no trabalho, estudos ou vida social.
- Irritabilidade constante ou explosões de raiva sem motivo aparente.
- Dificuldade em manter relacionamentos.
Procurar ajuda cedo pode evitar que os sintomas se agravem e facilitar a recuperação.
Psiquiatria em diferentes fases da vida
A psiquiatria atende crianças, adolescentes, adultos e idosos. Cada fase da vida tem suas particularidades:
- Crianças: dificuldades escolares, déficit de atenção, agitação, comportamentos repetitivos ou atraso no desenvolvimento podem ser sinais de alerta.
- Adolescentes: quadros de depressão, ansiedade, automutilação e uso de drogas são cada vez mais frequentes nessa faixa etária.
- Adultos: depressão, transtornos de ansiedade e estresse relacionado ao trabalho são muito comuns.
- Idosos: demências, depressão e isolamento social exigem atenção especial.
Isso mostra que a psiquiatria não é restrita a uma faixa etária específica: todos podem se beneficiar desse cuidado.

Psiquiatria e psicologia: qual a diferença?
Essa é uma dúvida comum:
- O psiquiatra é médico: pode prescrever medicamentos, pedir exames e tratar doenças mentais do ponto de vista clínico.
- O psicólogo não é médico: atua principalmente com psicoterapia, ajudando o paciente a lidar com emoções, pensamentos e comportamentos.
Na prática, os dois profissionais frequentemente trabalham juntos, oferecendo um tratamento mais completo.
Como funcionam os medicamentos psiquiátricos?
Um dos maiores medos das pessoas é em relação ao uso de remédios. É importante esclarecer:
Quebrando estigmas sobre a psiquiatria
Infelizmente, ainda existem muitos mitos. Vamos desconstruir alguns:
- “Só louco procura psiquiatra” → Falso. Qualquer pessoa pode precisar em algum momento.
- “Psiquiatra só dá remédio” → Falso. O tratamento vai muito além de medicamentos.
- “Remédio para ansiedade ou depressão vicia” → Na maioria das vezes, não. A maior parte dos medicamentos é segura e não causa dependência.
- “É fraqueza procurar ajuda” → Muito pelo contrário. Reconhecer que precisa de apoio é um ato de coragem.
Dados sobre saúde mental no Brasil e no mundo
- Mais de 300 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão (OMS).
- No Brasil, a depressão afeta cerca de 5,8% da população.
- A ansiedade atinge 9,3% dos brasileiros, uma das taxas mais altas do mundo.
- O suicídio é uma das principais causas de morte entre jovens de 15 a 29 anos.
Esses números mostram que saúde mental é um tema coletivo, e não individual.
Como é a consulta com o psiquiatra?
Muitas pessoas têm receio por não saber o que esperar. De forma geral:
- Entrevista clínica: o psiquiatra ouve o paciente, entende seus sintomas, histórico de vida e familiar.
- Avaliação diagnóstica: pode incluir testes e exames quando necessário.
- Plano de tratamento: pode envolver medicamentos, psicoterapia e orientações de rotina.
- Acompanhamento: consultas regulares para ajustes e suporte.
O acompanhamento contínuo é essencial para garantir que o tratamento funcione bem.

O papel da família e da sociedade
A recuperação de uma pessoa com depressão não depende apenas do tratamento médico ou psicológico. O apoio da família, dos amigos e da comunidade pode ter um papel importante na adesão ao tratamento e no processo de recuperação.
Como a família pode ajudar?
Pequenas atitudes podem fazer grande diferença para quem está enfrentando a depressão.
Entre elas:
- Ouvir sem julgamentos
- Demonstrar acolhimento e empatia
- Respeitar o sofrimento da pessoa
- Incentivar a continuidade do tratamento
- Acompanhar consultas quando necessário
- Estimular hábitos saudáveis de forma respeitosa
- Manter contato e apoio emocional
É importante lembrar que frases como “isso é falta de força de vontade”, “você precisa reagir” ou “isso é apenas uma fase” podem aumentar o sofrimento e dificultar a busca por ajuda.
O papel da sociedade
A saúde mental é uma responsabilidade coletiva.
Combater preconceitos, ampliar o acesso à informação e promover ambientes mais acolhedores contribui para que mais pessoas procurem ajuda sem medo ou vergonha.
Escolas, empresas, instituições de saúde e a sociedade como um todo podem colaborar por meio de:
- Educação sobre saúde mental
- Combate ao estigma relacionado aos transtornos psiquiátricos
- Promoção de ambientes mais saudáveis
- Incentivo à busca por tratamento
- Apoio às pessoas em sofrimento emocional
Falar sobre saúde mental salva vidas
Quanto mais aberta e natural for a conversa sobre depressão e outros transtornos mentais, maiores são as chances de diagnóstico precoce, tratamento adequado e recuperação.
Acolhimento, informação e acesso ao cuidado continuam sendo algumas das ferramentas mais importantes para promover saúde mental e qualidade de vida.
Como cuidar da saúde mental no dia a dia
Além da ajuda profissional, pequenas atitudes fazem diferença:
- Praticar atividade física regularmente.
- Ter uma alimentação equilibrada.
- Manter rotina de sono adequada.
- Reduzir álcool e evitar drogas.
- Reservar tempo para lazer e hobbies.
- Manter boas relações sociais.
- Buscar apoio sempre que necessário.
Essas atitudes não substituem o tratamento quando ele é necessário, mas ajudam a manter o equilíbrio emocional.
Conclusão
A psiquiatria desempenha um papel fundamental na promoção da saúde mental e na melhoria da qualidade de vida das pessoas. Muito além da prescrição de medicamentos, o trabalho do psiquiatra envolve compreender o sofrimento humano, identificar suas causas, estabelecer diagnósticos adequados e construir estratégias terapêuticas individualizadas para cada paciente.
Condições como ansiedade, depressão, síndrome do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), transtornos do humor e diversas outras condições psiquiátricas podem causar sofrimento significativo quando não são reconhecidas e tratadas adequadamente.
Procurar ajuda é um ato de cuidado
Buscar acompanhamento psiquiátrico não é sinal de fraqueza, falta de fé ou incapacidade de lidar com os problemas. Pelo contrário: é uma atitude de responsabilidade e autocuidado.
Assim como procuramos um médico diante de sintomas físicos, também devemos cuidar da saúde mental quando percebemos alterações emocionais, comportamentais ou cognitivas que afetam nossa qualidade de vida.
Cuidar da mente é cuidar da vida
A saúde mental influencia nossos relacionamentos, desempenho profissional, produtividade, autoestima e bem-estar geral.
Quanto mais naturalizarmos o cuidado com a mente, mais pessoas poderão receber ajuda precocemente, reduzir o sofrimento e recuperar sua qualidade de vida.
Cuidar da saúde mental é cuidar da vida. E buscar ajuda pode ser o primeiro passo para viver com mais equilíbrio, bem-estar e qualidade de vida.
